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Fev
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Uma pastilha para apagar as más memórias

Neurologia. Bloqueando receptores de hormonas de ‘stress’ numa zona do cérebro, cientistas conseguiram interferir com o processo de reconsolidação de uma lembrança assustadora

Cientistas holandeses apagaram memória associada a um medo induzido em voluntários

Há memórias que perseguem algumas pessoas que viveram acontecimentos traumáticos. Por exemplo, um acidente de automóvel, ou uma situação de guerra. E, ao serem evocadas, estas memórias desencadeiam a vivência de medo e de ansiedade que lhes está associada. Uma equipa de cientistas da Universidade de Amsterdão, na Holanda, testou agora com sucesso, ao nível da memória, uma droga normalmente utilizada para controlar a tensão arterial. A equipa admite que no futuro ela possa servir apagar lembranças assustadoras.

O grupo liderado pela investigadora Merel Kindt utilizou um composto chamado propranolol que, aparentemente, bloqueou numa zona do cérebro, chamada amígdala, os receptores das hormonas de stress dos voluntários. Na experiência realizada, estas pessoas eram induzidas a terem medo de aranhas.

“Uma vez estabelecida, uma memória emocional parece ficar para sempre. Do ponto de vista da evolução é extremamente funcional nunca esquecer os acontecimentos mais importantes da vida”, escrevem os autores no artigo publicado on line pela Nature Neuroscience.

O problema surge quando as pessoas são sujeitas a um stress extremo, em situações traumáticas, e as memórias se tornam fonte de medo. Até hoje, não há terapias eficazes para lidar com estes casos. “Os tratamentos mais bem sucedidos apenas eliminam as respostas de ansiedade, deixando as memórias assustadoras intactas”, sublinha a equipa de Merel Kindt. Por isso, o sucesso da sua abordagem experimental é uma novidade e abre a porta para um futuro tratamento de determinadas perturbações, como o stress pós-traumático.

Quando as memórias emocionais se constituem são sujeitas a um processo de consolidação, que ocorre geralmente durante o sono. Quando reactivadas, elas sofrem no cérebro um processo de reconsolidação. No entanto, estudos recentes com ratos mostraram que afinal as memórias emocionais associadas a medo e ansiedade não eram necessariamente permanentes. Se nesta fase houver uma acção química bloqueadora do processo, a memória assustadora altera-se e a resposta de medo desaparece. A equipa de Merel Kindt concebeu uma experiência com voluntários para testar, pela primeira vez, esta hipóteses nos seres humanos e conseguiu demonstrar que as memórias traumáticas se apagam pelo efeito do propranolol precisamente quando são reactivadas, ou logo seguir.pastilha

in Dn Online

Aqui está algo que poderá no futuro ajudar muita gente. Mas mesmo assim nunca pensei que num futuro proximo houve-se algo que pode-se apagar os nossos medos, traumas…

Cada vez mais o que se via nos filmes de ficçao cientifica, torna-se realidade….


1 Response to “Uma pastilha para apagar as más memórias”


  1. 1 G
    Fevereiro 18, 2009 às 3:28 pm

    E eu a pensar que já estava “tudo” inventado!!

    Abraço!


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